Jo 2:4; 7:30; 8:20
João usa diversas vezes a palavra grega traduzida “hora”, mas entre estas ocorrências, duas tríades se destacam. Considere a primeira delas.
Somente três vezes na primeira parte do seu evangelho (isto é, antes do cap. 12), aquela hora é descrita pela expressão “ainda não era chegada”, e sempre acompanhada do pronome possessivo: duas vezes o texto diz “Sua hora”, e uma vez o Senhor diz “Minha hora”:
- “Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho Eu contigo? Ainda não é chegada a Minha hora” (2:4);
- “Procuravam, pois, prendê-lO, mas ninguém lançou mão dEle, porque ainda não era chegada a Sua hora” (7:30);
- “Estas palavras disse Jesus no lugar do tesouro, ensinando no Templo, e ninguém O prendeu, porque ainda não era chegada a Sua hora” (8:20).
A partir do cap. 12, porém, entramos na semana da crucificação, e nesta parte do Evangelho é dito três vezes que aquela hora havia finalmente chegado.
A estrutura perfeita formada por estas duas tríades nos mostra que esta hora sempre esteve diante do Filho, desde o momento do Seu primeiro milagre em Caná da Galileia. Ele veio com um objetivo claro, e não descansou até que aquele objetivo foi cumprido!
Veja mais na parte (b).
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