Lc 19:41; Jo 11:35; Hb 5:7
Duas palavras gregas diferentes nos revelam três ocasiões quando o Senhor chorou — todas no final da Sua vida terrestre, e todas no Monte das Oliveiras:
- Ele chorou vendo a tristeza de Maria pela morte de Lázaro (Jo 11:35);
- Ele chorou sobre Jerusalém, prevendo o terrível juízo que viria sobre aquela cidade (Lc 19:41);
- Ele chorou no Getsêmani, contemplando a cruz (Hb 5:7).
Tudo que envolve a encarnação está cercado de mistério santo. Acompanhamos a trajetória do Senhor Jesus Cristo, desde o ventre de Maria até a cruz, e há tanta coisa que não entendemos. Às vezes ficamos maravilhados com a Sua condescendência (na manjedoura, por exemplo). Outras vezes, Seu poder divino ao realizar milagres nos impressiona, ou Sua dignidade moral ao responder às agressões verbais e provocações dos fariseus. Mas quando lemos das suas lágrimas, ficamos sem palavras diante do mistério de um Deus que se fez verdadeiramente homem. Não sei se há algo que evidencia mais claramente a Sua humanidade do que as Suas lágrimas. O Deus de toda consolação chorou — prostramo-nos diante dEle, maravilhados, e adoramos!
As primeiras duas vezes que Ele chorou foi a tristeza de outros que comoveu o Seu coração — mas na terceira ocasião, a ênfase recai sobre a tristeza da Sua própria alma. Na primeira ocasião, vemos como Ele reparte a tristeza dos Seus, chorando juntamente com eles. Na segunda ocasião, vemos como Ele não tem prazer na morte dos ímpios. Na terceira ocasião, temos uma pequena indicação de quão amargo foi o cálice que Ele bebeu para nossa salvação.
Que possamos meditar nas lágrimas do nosso Salvador, e adorá-lo hoje e sempre!
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