Jo 12:23; 13:1; 17:1
João usa diversas vezes a palavra grega traduzida “hora”, mas entre estas ocorrências, duas tríades se destacam. Considere a segunda delas (veja a primeira aqui).
Somente três vezes após o cap. 12 lemos que "era chegada" aquela hora:
- “E Jesus lhes respondeu, dizendo: É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado” (12:23);
- “Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a Sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os Seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim” (13:1);
- “Jesus falou assim e, levantando Seus olhos ao Céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a Teu Filho, para que também o Teu Filho Te glorifique a Ti” (17:1).
Repare o quiasma nesta segunda tríade: a primeira e a última referência associam aquela hora com o Filho sendo glorificado, enquanto a referência central fala da hora do Filho passar deste mundo para o Pai.
A estrutura perfeita formada por estas duas tríades não deixa nenhuma dúvida quanto ao objetivo do Senhor Jesus ter vindo a este mundo. Este é o momento crucial do ministério do Senhor. Tudo (a encarnação, a infância em Nazaré, o ministério público), tudo era importante, e nenhuma etapa poderia ter sido pulada. Mas tudo que veio antes, e tudo que viria depois, dependia desta hora. É a hora da verdade, o dia “d” e a hora “h”, o ponto que definirá a vitória ou a derrota eterna do bem sobre o mal.
E por meio destas duas tríades, o Espírito Santo nos mostra que esta hora sempre esteve diante do Filho, desde o momento do Seu primeiro milagre em Caná da Galileia. Ele veio com um objetivo claro, e não descansou até que aquele objetivo foi cumprido!
Que hora foi essa!