Mt 3:17; 12:18; 17:5
A vida do Senhor Jesus aqui na Terra, em relação às nossas vidas, já foi comparada a uma rosa entre espinhos. No meio de tanto pecado, desobediência e rebeldia, Deus viu um, e apenas um, que O agradava em todos os detalhes.
Mateus, inspirado pelo Espírito Santo, usa a palavra grega eudokeo (2106) apenas três vezes no seu Evangelho. Toda vez que a usa, Mateus está descrevendo o apreço do Pai em relação ao Seu Filho amado.
A primeira ocorrência é no final do cap. 3, no batismo do Senhor. Os trinta anos ocultos em Nazaré terminaram, e o Senhor Jesus estava manifestando-Se publicamente pela primeira vez. A multidão às margens do Jordão não conhecia aquele humilde Carpinteiro de Nazaré; ninguém ainda O ouvira pregar, nem O vira fazer algum milagre. E Deus então intervêm: “Vocês não O conhecem — mas Eu conheço! Faz trinta anos que observo os Seus passos ali em Nazaré. Vi o bebê tornar-Se um adulto, e agora tenho o prazer de apresentá-lO a vocês. Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo!”
A segunda ocorrência é no cap. 12, onde ocorre aquela mudança clara de assunto na narrativa de Mateus. Mateus começa seu evangelho apresentando o rei de Israel nos caps. 1 a 4 — Sua genealogia e nascimento, Seu precursor e Seu batismo, e Sua vitória sobre Satanás. Nos caps. 5 a 7 encontramos aquilo que pode ser chamado o manifesto do rei, no Sermão da Montanha. Isto é seguido por uma manifestação do poder do rei dos caps. 8 e 9 (metade dos 20 milagres registrados em Mateus estão nestes dois capítulos). Mas nos caps. 10 a 12 temos a perseguição ao rei, anunciada pelo Senhor aos discípulos no cap. 10, apresentada pelo Senhor à nação no cap. 11 (o caso de João Batista, que leva o Senhor a condenar aquele povo, depois Sua condenação das cidades impenitentes), e finalmente assumida pelo povo no cap. 12: primeiro os fariseus condenam os discípulos (1-8), depois começaram a planejar a morte do Senhor (9-14), depois abertamente atribuem o Seu poder à Satanás (22-30), levando o Senhor a falar sobre a blasfêmia ao Espírito Santo (31-37), a negar-lhes qualquer sinal a não ser o sinal de Jonas (38-42), e a mostrar-lhes o seu real estado de corrupção na parábola do espírito que sai, e volta trazendo mais sete espíritos (43-45). O capítulo termina com o Senhor mostrando que até os Seus próprios familiares estavam contra Ele. E nesta hora de desprezo, Mateus cita Isaías 42: “Eis … o Meu amado, em quem a Minha alma Se compraz”.
A terceira ocorrência é no cap. 17, quando Pedro, Tiago e João viram a glória do Senhor transfigurado e ouviram a voz de Deus dizendo: “Este é o Meu amado Filho, em quem Me comprazo”.
Três cenas diferentes — uma mesma opinião. Na vida quieta de menino no lar em Nazaré (Mt 3), na correria agitada das pregações e milagres (Mt 12), ou numa antevisão da Sua glória eterna (Mt 17) — em qualquer circunstância, Deus tem prazer em dizer: “Ele é o Meu Amado, em quem Me comprazo”!
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