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O objetivo deste blog é fornecer uma lista de tríades encontradas na Bíblia — palavras, expressões ou temas que ocorrem somente três vezes ...

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31/05/2026

O Cordeiro e o Trono

Lemos de Deus e do Seu trono dezenas de vezes no Apocalipse, mas somente três vezes algum descreve Deus como aquele que “está assentado sobre o trono”. E nestas três ocasiões, o Cordeiro é associado com Ele. Veja as referências:

  • “E ouvi toda a criatura … dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre” (5:13). Toda a Criação (incluindo anjos e a Igreja), reconhecem que, quanto à Sua posição, o Cordeiro é tão sublime, tão merecedor de glória e louvor, quanto aquele que está assentado sobre o trono.
  • “E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas, e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro” (6:15-16). Os incrédulos durante a Tribulação reconhecem que, quanto ao Seu poder, o Cordeiro é tão severo e temível quanto aquele que está assentado sobre o trono.
  • “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar …. e clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro” (7:9-10). Estes gentios salvos durante a Tribulação reconhecem que “salvação” deve ser atribuída a ambos — isto é, quanto à Sua proteção, o Cordeiro é tão Salvador quanto aquele que está assentado sobre o trono.

No cap. 7 temos o louvor dos gentios salvos durante a Tribulação; no cap. 6, é o clamor terrível dos incrédulos durante a Tribulação; no cap. 5 é o louvor universal de toda a Criação, incluindo os anjos e a Igreja. Todos concordam em reconhecer que o Cordeiro é tão sublime, tão severo e tão Salvador quanto aquele que está assentado sobre o trono — todos concordam em reconhecer a divindade absoluta do Cordeiro! 

Repare também o quiasma: a primeira e a última referência apresentam a adoração dos redimidos, mas a referência central fala da agonia dos rebeldes.

Prostremos nossos corações diante dEle hoje, em humilde e grata adoração!


17/04/2026

Deus Se apraz no Filho

Mt 3:17; 12:18; 17:5

A vida do Senhor Jesus aqui na Terra, em relação às nossas vidas, já foi comparada a uma rosa entre espinhos. No meio de tanto pecado, desobediência e rebeldia, Deus viu um, e apenas um, que O agradava em todos os detalhes. 

Mateus, inspirado pelo Espírito Santo, usa a palavra grega eudokeo (2106) apenas três vezes no seu Evangelho. Toda vez que a usa, Mateus está descrevendo o apreço do Pai em relação ao Seu Filho amado.

A primeira ocorrência é no final do cap. 3, no batismo do Senhor. Os trinta anos ocultos em Nazaré terminaram, e o Senhor Jesus estava manifestando-Se publicamente pela primeira vez. A multidão às margens do Jordão não conhecia aquele humilde Carpinteiro de Nazaré; ninguém ainda O ouvira pregar, nem O vira fazer algum milagre. E Deus então intervêm: “Vocês não O conhecem — mas Eu conheço! Faz trinta anos que observo os Seus passos ali em Nazaré. Vi o bebê tornar-Se um adulto, e agora tenho o prazer de apresentá-lO a vocês. Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo!”

A segunda ocorrência é no cap. 12, onde ocorre aquela mudança clara de assunto na narrativa de Mateus. Mateus começa seu evangelho apresentando o rei de Israel nos caps. 1 a 4 — Sua genealogia e nascimento, Seu precursor e Seu batismo, e Sua vitória sobre Satanás. Nos caps. 5 a 7 encontramos aquilo que pode ser chamado o manifesto do rei, no Sermão da Montanha. Isto é seguido por uma manifestação do poder do rei dos caps. 8 e 9 (metade dos 20 milagres registrados em Mateus estão nestes dois capítulos). Mas nos caps. 10 a 12 temos a perseguição ao rei, anunciada pelo Senhor aos discípulos no cap. 10, apresentada pelo Senhor à nação no cap. 11 (o caso de João Batista, que leva o Senhor a condenar aquele povo, depois Sua condenação das cidades impenitentes), e finalmente assumida pelo povo no cap. 12: primeiro os fariseus condenam os discípulos (1-8), depois começaram a planejar a morte do Senhor (9-14), depois abertamente atribuem o Seu poder à Satanás (22-30), levando o Senhor a falar sobre a blasfêmia ao Espírito Santo (31-37), a negar-lhes qualquer sinal a não ser o sinal de Jonas (38-42), e a mostrar-lhes o seu real estado de corrupção na parábola do espírito que sai, e volta trazendo mais sete espíritos (43-45). O capítulo termina com o Senhor mostrando que até os Seus próprios familiares estavam contra Ele. E nesta hora de desprezo, Mateus cita Isaías 42: “Eis … o Meu amado, em quem a Minha alma Se compraz”.

A terceira ocorrência é no cap. 17, quando Pedro, Tiago e João viram a glória do Senhor transfigurado e ouviram a voz de Deus dizendo: “Este é o Meu amado Filho, em quem Me comprazo”.

Três cenas diferentes — uma mesma opinião. Na vida quieta de menino no lar em Nazaré (Mt 3), na correria agitada das pregações e milagres (Mt 12), ou numa antevisão da Sua glória eterna (Mt 17) — em qualquer circunstância, Deus tem prazer em dizer: “Ele é o Meu Amado, em quem Me comprazo”!